Como seria viver em um território 100% circular?
Triciclo e Albert Einstein

 

Uma cidade brasileira se propôs o seguinte desafio: Tornar-se um território 100% comprometido em desenvolver a economia circular. Este é o objetivo do projeto que une Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba e Klabin, em uma parceria com o Hub Incríveis. Como seria viver em um território circular, quais adaptações seriam necessárias? A vida é melhor num local que vive sob esta realidade? O artigo abaixo vai contar tudo sobre esta iniciativa, leia até o final.

O que é um território 100% circular?

Tornar as cidades e os assentamentos humanos mais inclusivos, seguros e sustentáveis. É este um dos objetivos da economia circular. A economia circular segue a lógica dos sistemas naturais onde os resíduos, sejam biológicos ou técnicos também são os nutrientes de novos processos. Em escala a Economia Circular pode atingir diferentes esferas indo da individual a planetária, se imaginar uma cidade 100% circular já é um desafio, imagine um planeta inteiro onde todos operam e funcionam a partir do Ser Circular.

Mas, poderíamos ser levados a pensar: Agir de modo circular não seria o padrão da natureza? Afinal há milhões de anos é esta a lógica da vida, circular os recursos no ambiente são próprios dos sistemas naturais da terra. Deste modo a tarefa de ver o planeta inteiro como circular não fica tão distante, não é mesmo? Na verdade, é quase um reconhecimento de como as coisas eram quando o ser humano ainda não intervinha com tanto impacto na criação de processos e produtos. Ser um território circular é aprender a criar produtos e processos que sejam mais inteligentes do ponto de vista da sua capacidade de transformação, reciclagem e retorno para novos ciclos.

O desafio da cidade Telêmaco Borba é do ponto de vista da inovação um laboratório vivo e uma maneira de aprender melhores abordagens para a gestão de resíduos e a possibilidade de escalar ações distribuídas como as que a Triciclo faz.

Por que é um desafio construir um território de economia 100% circular?

Descascar mais e desembalar menos, essa é uma máxima da sustentabilidade e das iniciativas de quem busca viver uma vida o mais próximo possível do natural. É inegável a vantagem que todas as embalagens desenvolvidas pelo ser humano tem no que se refere a conservação, higiene, transporte e outras finalidades. Construímos um mundo que facilita muito a dinâmica das nossas relações econômicas.

Entretanto, as soluções de embalagem para a infinidade de produtos que criamos duram muito mais do que os produtos que consumimos. Uma embalagem para ser sustentável precisa adquirir algumas características que a tornam um produto saudável do ponto de vista ecológico, ou seja, precisa necessariamente apresentar características que não colaborem para a contaminação dos nossos sistemas naturais e que degradem em menor tempo quando descartada.

Assim, um dos principais desafios da economia circular é conciliar a construção de produtos e embalagens sustentáveis, mas que também sejam duráveis e atendam às necessidades do mundo moderno, isto é conquistado através de muita pesquisa e inovação. Por isso, construir um território 100% circular é um desafio. A estrutura na qual construímos nossa economia e processos industriais não foi pensada sobre a lógica da natureza que recicla materiais e nutrientes de um modo mais dinâmico.

Um breve cenário da economia circular no Brasil

Uma das grandes preocupações atuais dos municípios e estados tem sido a deposição e a destinação dos resíduos que são gerados pelas cidades, sabemos que atualmente o que tem sido feito em larga escala é simplesmente jogar para debaixo do tapete um problema que parece difícil de resolver.

O Brasil, segundo dados do Banco Mundial, é o 4o maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. Desse total, mais de 10,3 milhões de toneladas foram coletadas (91%), mas apenas 145 mil toneladas (1,28%) são efetivamente recicladas, ou seja, reprocessadas na cadeia de produção como produto secundário.

Este é um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica, que é de 9%. Mesmo parcialmente passando por usinas de reciclagem, há perdas na separação de tipos de plásticos, por motivos como estarem contaminados, serem multicamadas ou de baixo valor. No final, o destino de 7,7 milhões de toneladas de plástico acabam sendo os aterros sanitários. E outros 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartados de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto.

O levantamento realizado com base nos dados do Banco do Mundial analisou também a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o Brasil produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico por habitante a cada semana.

Qual é a consequência de viver em um território que não é circular?

Para além dessa má gestão dos nossos resíduos, a poluição também se deve muito pelo mau desenho e o mau uso dos nossos produtos e materiais. Quando pensamos em poluição, a primeira coisa que vem à cabeça é a questão dos plásticos, que está cada vez mais visível e mais escalada.

Os resíduos quando descartados de modo inapropriado ou quando não circulam nos processos, ou seja, não voltam a ser novos produtos acabam por degradarem-se nos ambientes naturais. Já é conhecido, de acordo com alguns dados alarmantes, que produzimos 300 milhões de toneladas de plástico por ano, sendo que metade é projetada para um uso único, aumentando ainda mais a poluição plástica já existente.

A cada ano, 8 milhões de toneladas de plástico acabam nos nossos oceanos e, como resultado disso, mais de 90% das aves marinhas têm pedaços de plásticos nos estômagos resultado da poluição. Portanto viver em um território 100% circular seria algo próximo a um estado cada vez mais onde a natureza se mantém de modo mais íntegro, onde a utilização de plásticos seja reduzida ou até mesmo eliminada ou que nossos processos circulem os resíduos plásticos na produção de novos produtos quando embalagens geram resíduos que são nutrientes de novos processos. Assim nosso solo, cursos d’água, plantas e animais não estarão mais recebendo de modo direto os impactos negativos de nossas ações no planeta.

Qual a relação da Triciclo com a economia circular?

A responsabilidade da Triciclo em viabilizar mecanismos de coleta dos resíduos como a Retorna Machine, seguidas da triagem, classificação, enfardamento, separação, e posterior destinação para cooperativas e recicladoras, é de extrema importância no que se refere a construção de territórios que tendem a expansão da economia circular cada vez em maior escala.

Através destas ações as empresas geram matéria-prima fonte de riqueza e trabalho, pelo retorno de materiais para a utilização e reuso em produtos e criação de embalagens sustentáveis.

Nessa perspectiva a iniciativa da Triciclo de trabalhar em associação a projetos e iniciativas que promovem soluções para embalagens fortalecem a economia circular e esta iniciativa somada a tantas outras fortalecem e inspiram a criação de um mundo onde a lógica do pensamento circular estará presente no modo como consumimos e produzimos.

Imaginar um mundo assim seria um retorno a um estado onde homem e natureza vivem em mais harmonia e em um relacionamento de equilíbrio onde nossos territórios refletem nossa preocupação e cuidado com a vida atual e futura.

Quer saber mais sobre a Triciclo e nossas máquinas para descarte de resíduos? Fale com um de nossos especialistas!